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Entre os dias 24 e 26 de outubro foi organizada mais uma expedição conjunta envolvendo membros da Sociedade Espeleológica Potiguar – SEP e da Sociedade para Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental do Rio Grande do Norte – SEPARN. Os objetivos da expedição foram, primordialmente, dar seguimento à execução dos trabalhos de consultoria ao Projeto Sertão Apodi – Pegadas de Lampião, voltando-se o foco das atividades ao município de Felipe Guerra, Rio Grande do Norte.
Inicialmente, o grupo priorizou a documentação visual de vários sítios espeleológicos, dentre os quais, a Gruta do Urubu, o Abismo Coberto e a Gruta dos Crotes. A Urubu já havia sido mapeada no mês anterior, o que, havendo sido feitas agora as imagens da caverna, foi finalizado um registro bem detalhado da gruta. O mesmo quadro há para o Abismo Coberto, mapeado em 12 de junho de 2009. Por fim, à Gruta dos Crotes, que também foi topograda pelas duas associações, em parceria, em agosto de 2007, dedicou-se uma parte do tempo, para acréscimo de novas fotografias ao banco de imagens, uma vez que se trata de uma das cavernas mais interessantes, em termos cênicos e paisagísticos, existentes no estado.
O destaque da expedição ficou com a relocalização de algumas cavernas que estavam sem coordenadas geográficas desde sua descoberta, em 2002. Naquela ocasião, Rostand Medeiros, realizando prospecção numa região próxima ao Lajedo do Xavier, em Felipe Guerra, localizou uma pequena área de calcário aflorante ao lado de um estreito acesso carroçável, aberto na região pela PETROBRAS. Decidindo investigar a existência de ocorrência de cavernas ali, o explorador identificou dois pontos cavernícolas. O primeiro ficou conhecido como Gruta da Tainá e o segundo, como Abismo da Tainá. Trata-se de duas feições muito interessantes que deverão ser trabalhadas topograficamente dentro dos próximos noventa dias, conforme discutiu o grupo, ainda em campo.
Como os trabalhos fotográficos realizados pela SEP e SEPARN estavam se desenvolvendo nas proximidades da área dessas cavernas (o Lajedo da Tainá) decidiu-se realizar uma pequena prospecção, a fim de, justamente, precisar a localização daqueles dois pontos. O que o grupo pôde perceber foi que, realmente, trata-se de um setor bastante promissor, havendo grandes chances de serem localizadas outras importantes furnas, especialmente quando se toma que, hoje, o Abismo da Tainá pode consolidar-se como um dos desníveis mais profundos da região oeste do Rio Grande do Norte.